Entrevista com Cláudio Almeida – Gaian.

31341_2015-07-14-13-48-47-4847_3DHoje apresento uma entrevista com Cláudio Almeida, autor de A Saga do Infinito. Vale ressaltar que Cláudio Almeida é um autor muito gentil, está sempre bem disposto a conversar com seus leitores, explicando sua obra, ouvindo críticas (que ele nunca leva para o lado pessoal, pois as vê como oportunidade de amadurecimento) e recebendo com carinho os merecidos elogios.

Pra quem ainda não conhece o trabalho do autor, nesse link você encontra uma resenha de Gaian, o primeiro livro da série.

Vamos à entrevista 😉

CULTURA BR – Vou começar com uma pergunta bem clássica… Como surgiu a ideia de escrever um livro?

11698760_732612286849568_3180067358515952493_oCLÁUDIO ALMEIDA – Olá, Francélia. Olá, leitoras e leitores desta entrevista. Tudo bom com vocês? J Vamos à resposta. A ideia de escrever um livro surgiu da minha vontade de criar e desenvolver uma história. Eu sempre achei fantástica essa ideia, mas antes eu a considerava um sonho distante, pois uma coisa é ser leitor e outra é ser escritor. Pode parecer redundante ou óbvio, mas a diferenciação é bem complexa. Quem lê tem contato com o “mundo” criado pelo autor ou pela autora e visualiza ou vislumbra a criação. É um processo muito interessante e, na minha opinião, está basicamente vinculado à interação mente-criatividade. Quem escreve, por outro lado, tem que emergir na criação em si e dela originar – seja em termos estruturais ou em aspectos elementais – a história. É um processo totalmente diferente e muito mais intenso. Foi graças a essa percepção, aliada a uma vontade poderosa, que eu decidi escrever Gaian – o Reinício. Foi o início de uma grande aventura e de um belo aprendizado.

CULTURA BR – Quem leu Gaian – O Reinicio pôde perceber, ao longo dos capítulos, uma evolução na forma como o seu texto é trabalhado, mas preservando o seu estilo, como autor. Isso leva a pensar que a história foi construída em um período de tempo longo. Quanto tempo você levou para concluir Gaian, o primeiro livro de A Saga do Infinito?  Qual foi seu maior desafio nesse processo?

CLÁUDIO ALMEIDA – Gaian – o Reinício ficou pronto em 4 anos e 4 meses, mas eu considero que o seu período de conclusão foi de 5 anos, porque, após terminá-lo, eu fiz uma longa revisão. O meu maior desafio foi ter tempo suficiente. Meus horários eram apertados e eu não pude dedicar muitas horas diárias ao livro. Esse foi um dos principais motivos para que o livro demorasse tanto tempo para ficar pronto.

CULTURA BR – Qual o seu personagem favorito, em Gaian? Por quê?

CLÁUDIO ALMEIDA – Com toda a certeza, Arffek, pois ele possui características muito interessantes. Ele é poderoso, hábil, direto, sincero, honesto, emotivo, objetivo, entre outros aspectos. Claro que não podemos esquecer os pontos negativos de sua personalidade – raiva, impetuosidade exacerbada, falta de equilíbrio em determinadas situações, agressividade, por exemplo. Podemos, ao primeiro olhar, não gostar de tais características, mas uma série de motivos originaram tais pontos. Eles podem ou não ser justificáveis, mas vemos isso com certa frequência em nosso meio. As ações e reações de Arffek refletem as minhas análises e indagações sobre tais acontecimentos em nosso meio. Essa é a construção de uma identidade, o caminho do personagem. E eu acho isso fascinante.

CULTURA BR – Enquanto desenvolvia a história de Gaian, quais foram suas maiores inspirações?

CLÁUDIO ALMEIDA – Os filmes do gênero, em especial Senhor dos Anéis e Harry Potter. No entanto, eu procurei me isentar dessas influências. Foi um processo difícil no início, mas, com o começo do livro, ficou mais tranquilo, pois o ato de criar tem essa vantagem. E eu busquei por ele, pois era minha vontade que Gaian – o Reinício tivesse outros elementos e outro ritmo. Eu acredito que consegui. J

CULTURA BR – Esse ano você participou da Bienal do Rio de Janeiro. Como foi essa experiência?

CLÁUDIO ALMEIDA – Foi transcendental, única. Eu não poderia ter imaginado melhores acontecimentos na minha vida. A Bienal do Rio é uma das maiores recordações para mim, pois a minha visão, como autor, mudou. Eu pude perceber coisas fantásticas e aprender com elas. Eu recordei aprendizados importantes da vida e alcancei um momento excelente. Conheci pessoas incríveis que me ensinaram coisas valiosas ou que me deram o imenso prazer de simplesmente conhecê-las. Vivenciei fatos interessantíssimos por estar do outro lado, por ser autor. Eu vi o que é um evento de grande porte. Foram muitas coisas fenomenais e por isso eu recomendo veementemente para quem escreve: vá a uma bienal. Vá! Vá e viva aquele ambiente mágico! Aproveite. J

CULTURA BR – Você já está escrevendo o segundo livro da saga, que tem o título Gaian – Luz e Escuridão. Há algumas surpresas para os leitores de Gaian – O Reinicio? E já há previsão para o lançamento?

CLÁUDIO ALMEIDA – Gaian – Luz e Escuridão vai estar repleto de surpresas! Primeiro, ele será bem maior do que Gaian – o Reinício. Eu estimo que ele terá o dobro do tamanho (lembrando que Gaian – o Reinício tem 335 páginas). Segundo, Gaian – Luz e Escuridão será o mergulho na guerra se iniciou em Gaian – o Reinício. Os combates irão se intensificar e desafios incríveis para todos. Terceiro, haverá 7 personagens novos – 4 mulheres e 3 homens – e 3 mitos novos. Quarto, alguns elementos da mitologia que estou criando estarão presentes em Gaian – Luz e Escuridão. Enfim será uma aventura incrível! 😀

CULTURA BR – Há quem diga que histórias de fantasia só servem para o entretenimento, mas acredito que todo autor tem algo a dizer através de sua obra, seja ela erudita ou pop. Sendo assim, qual seria a principal mensagem de Gaian para o mundo?

CLÁUDIO ALMEIDA – Realmente concordo com você, Francélia. Acho que cada autor ou autora quer dizer algo em seus textos, claro que isso pode variar de intensidade. No caso de Gaian – o Reinício e dos outros livros da saga, em especial os livros 2, 3, 5, 6 e 7, a principal mensagem é sobre a fé, o amor, a sabedoria e a vida em meio aos diversos fatos da existência do ser humano, isso considerando sua história de milenar. É o que os meus olhos e a minha alma perceberam do mundo. É a minha impressão sobre tudo.

CULTURA BR – Gostaria de deixar algumas considerações para os leitores?

CLÁUDIO ALMEIDA – Eu estou amando ver tantas pessoas lendo livros nacionais. Continuem assim. A literatura nacional agradece e se fortalece com isso. Eu desejo uma ótima semana a todos. Foi um prazer responder suas perguntas, Francélia. Beijo do amigo Cláudio.

CULTURA BR – Muito obrigada pela entrevista, Cláudio, e muito sucesso para Gaian!!! ❤

 

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