Vakinha – Habitantes do Cosmos

Oie!

Eu, Francélia Pereira, abri uma conta no Vakinha recentemente para poder receber contribuições de todos que, assim como eu, acreditam no projeto Habitantes do Cosmos, que é uma Light Novel nacional na qual crio personagens com as nossas características. Esses personagens interagem através de histórias inspiradas no nosso Folclore, ou seja, nas nossas tradições, mitos, lendas e no nosso modo de ver o mundo.

COMO SURGIU A SÉRIE HABITANTES DO COSMOS

Habitantes do Cosmos surgiu da vontade de ver personagens com características brasileiras atuando em uma história de ficção científica.

Desde pequena sempre senti falta de ver o Brasil representado nas grandes histórias de sucesso na Literatura, no Cinema e na TV. Era muito bom assistir o Sítio do Pica Pau Amarelo ou ler os gibis da Mônica, mas não me lembro de livros, animações ou filmes brasileiros dentro dos moldes internacionais de sucesso.

O Japão conseguiu um espaço muito grande contando histórias da sua Cultura através dos games, mangás e animes. Europa e EUA sempre tiveram espaço garantido nas grandes mídias, divulgando suas Culturas, seus heróis… Mas muitos países ficaram de fora, e um deles é o nosso amado Brasil.

Sempre me perguntei por que as grandes empresas de entretenimento nunca demonstraram interesse em contar nossas histórias, em criar personagens fortes com nossas características, então, um dia, parei de esperar alguma coisa dessas empresas e decidi eu mesma criar as histórias que sempre quis ler e assistir.

Assim surgiu Artemísia, uma guerreira do futuro que tem o DNA das lendárias Icamiabas da Amazônia, ou Andyrá, um mestiço que carrega a herança genética dos três continentes que estão na base da formação do povo brasileiro, ou seja, da América do Sul, Europa e África, sendo as características africanas as de mais destaque no personagem, que tem seu nome de origem Tupi.

Quem lê Habitantes do Cosmos vai encontrar a História da humanidade, mas contada sob uma perspectiva brasileira e, a cada volume, mais e mais do Brasil será mostrado.

Da minha parte, a história está garantida, mas preciso de ajuda para contá-la como ela merece. Uma história, profissional, precisa de revisor, diagramador, ilustrador, etc. e todos esses profissionais precisam receber por seus trabalhos, pois vivem do que fazem.

Então, se você pensa como eu, ou seja, se acredita que nossas histórias podem gerar excelentes obras de ficção, ajude esse projeto a crescer e vamos, juntos, deixar a marca da nossa Nação na História… de forma positiva

No momento preciso de ilustrações, pois minha série é uma Light Novel e esse gênero exige ilustrações.

Além de compor o gênero, as ilustrações são muito importantes para que o público veja as características dos personagens e possa se identificar com elas.

Para contribuir basta clicar aqui. ❤

DIVULGAÇÃO

FICÇÃO FOLCLÓRICA

1273941_160359184163676_571384330_o

Ilustração de  Ouro, Fogo & Megabytes, primeiro volume da série O Legado Folclórico, de Felipe Castilho.

Em todo idioma os termos surgem da necessidade de representar a realidade através de palavras, assim, cada tempo com suas novas tecnologias e suas novas descobertas acabam gerando termos novos. Os termos estão, dessa forma, relacionados ao contexto histórico em que são concebidos.

Vivemos hoje, no Brasil, um momento muito importante para a nossa Cultura. É um tempo em que muitas pessoas estão despertando para o fato de que nossa visão de mundo foi toda moldada por povos estrangeiros, devido ao processo de colonização, e que isso nos deixou alienados quanto à Cultura da nossa terra.

Nosso Folclore é fruto de diversos contatos entre culturas diversas, mas a base dele ainda são as Culturas dos povos originários dessa terra, ou seja, do Folclore que existia por aqui antes da chegada do colonizador. Esse despertar tem aparecido em diversos tipos de expressão artística, o que levou Andriolli Costa, um estudioso desse tema, a propor um termo que define essa produção artística através de um gênero “novo”. Daí surge a Ficção Folclórica.

Sempre existiram obras que valorizam nosso Folclore, a exemplo de obras de autores consagrados como José de Alencar, Monteiro Lobato, Ziraldo e Maurício de Souza além de diversos grupos que se propõe a preservar nossas lendas, como o grupo Sacizal dos Pererês. Também movimentos como da famosa Semana de Arte Moderna, que nos apresentou obras como as de Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Tarsila do Amaral celebraram o nosso Folclore, mas o que vemos hoje é algo diferente.

Hoje o interesse pelo Folclore não está restrito a estudiosos ou a grupos que tentam mostrar ao público o quanto ele é rico, o quanto é importante, acredito que esses artistas citados conseguiram passar essa mensagem. Hoje o que temos é um público que anseia por obras que utilizam a linguagem do nosso tempo para (re)contar nossos mitos e nossas lendas, assim como é feito em diversos países pelo mundo; e enquanto o público anseia por isso, artistas, de diversas áreas, buscam, com paixão, pelo passado do nosso país, do nosso povo, e com isso acabam descobrindo as Culturas Ancestrais que são a base da nossa Cultura.

Compreender esse passado é muito importante para compreender nosso presente, para valorizar o nosso Folclore que é “Cultura viva”, como diz nosso Colecionador de Sacis, lembrando que Folclore é o conjunto de elementos – lendas; mitos; língua e termos regionais como uai, tchê, bah, ôxe…;  comidas típicas, como o pão de queijo, o cuscuz, a tapioca, o chimarrão…; etc. –  que formam a Cultura que caracteriza um povo, Folcore é a alma desse povo. Esse é um momento onde a Nação brasileira tenta encontrar sua identidade.

Assim, o termo Ficção Folclórica não é exatamente um gênero novo, pois ele se refere a obras de Fantasia, Ficção Científica, Terror, etc., o termo Ficção Folclórica surge da necessidade de deixar registrada, no tempo, a marca do momento que vivemos hoje, um momento não exatamente de resgate, mas sim um momento onde um povo se torna consciente daquilo que ele é. Dada a importância desse momento, o termo se torna bem-vindo e se faz necessário.

Seguem algumas das diversas obras de Ficção Folclórica. Quem quiser saber mais sobre as produções nesse gênero e conhecer outras obras, além dos mitos e lendas que lhes servem de inspiração, pode seguir as páginas Vozes Ancestrais, Colecionador de Sacis, Mil Mameluco, Mitologia Tupi-Guarani, O Folclore Brasileiro Como Você Nunca Viu, além de participar das discussões no grupo Vozes Ancestrais.

51fqa5veYtL._SX343_BO1,204,203,200_Como esconder uma suspensão escolar dos pais, resgatar uma criatura mágica das garras de uma poderosa e mal-intencionada corporação e ainda por cima salvar o país de um desastre sem precedentes? Anderson Coelho, um garoto nada extraordinário de 12 anos, divide sua vida entre a pacata realidade escolar e uma gloriosa rotina virtual repleta de aventuras em Battle of Asgorath, jogo de RPG online em que jogadores do mundo todo vivem num universo medieval, cheio de fantasia. Lá, Anderson – ou Shadow, nome de seu avatar – tem vida de estrela: é o segundo colocado do ranking mundial. E são justamente suas habilidades que chamam a atenção de uma misteriosa organização, que o escolhe para comandar uma missão surpreendente junto com um grupo de ecoativistas nada convencionais. Ao embarcar para São Paulo, Anderson mergulhará de cabeça em uma aventura muito mais fantástica que as vividas em seu computador. Os encontros com hackers ambientalistas, ativistas com estranhos modos de agir e muitas criaturas folclóricas oferecerão a Anderson Coelho respostas não só sobre sua missão, mas também sobre sua própria vida, enquanto um novo mundo se descortina diante de seus olhos.

Ouro, Fogo & Megabytes faz parte da série O Legado Folclórico, de Felipe Castilho.

Disponível na Amazon.

13006651_1370106429682368_801957705049964572_n

Capa do álbum Wdê Nnãkrda, da banda Arandu Arakuaa. Os álbuns são compostos em idiomas de povos indígenas tradicionais e as letras são inspiradas nas lendas dos povos originários e na luta constante das comunidades indígenas tradicionais por respeito e direitos.

12525300_997844140251314_862849443757106959_o

A Lenda de Bóia, de Léo D. Andrade.

16178788_1298082150235779_1497851419848627637_o

Icamiabas. Animação do Estúdio Iluminuras.

arte

Arûara, Artemísia e Andyrá, personagens do segundo volume da Light Novel Habitantes do Cosmos, de Francélia Pereira.

 

13147652_1631362950419580_655840396348254713_o

Corpo Seco, Matinta Perera, Kambaí, Saci, Boto e Boi Tatá, personagens do game Guerreiros Folclóricos, de Joe Santos.

11148418_1528403964048813_2228607962287110139_n

Mapinguari

 

 

15626119_753978654740753_796143138671150298_o

Websérie Imaginário.

12375307_1273079076051720_7193429374204357316_o

Série A Bandeira do Elefante e da Arara, de Christopher Kastensmidt.

9

Boitatá

 

16114863_598455590350421_3566079095616611976_n

Oxossi – O Caçador, de Hugo Canuto. A ilustração faz parte do projeto de HQ Contos de Òrun Àiyé.