RESENHA – A Última Chave.

UMA HISTÓRIA ESCRITA COM A ALMA

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Sonhos lúcidos, paralisia do sono, projeção astral… esses são os principais temas abordados por Camila Guerra no livro A Última Chave.

Conheci a Camila Guerra no Clube de Autores de Fantasia e o que me despertou o interesse por suas obras foram seus comentários em discussões no grupo. Diante das opiniões que a autora apresentava, pensei, “Não há como uma obra dela ser ruim”. Fui procurar por suas publicações e, de todas, a que me chamou mais a atenção foi o livro “A Última Chave”.

Quem começa a ler o livro pode imaginar que está diante de uma história previsível, mas não é isso o que a autora nos apresenta. A história desenvolvida por Camila Guerra é cheia de aventura, surpresas e emoção. A autora consegue elevar cenas do nosso cotidiano a um universo de fantasia, mas com um detalhe especial: As cenas do dia a dia, os diálogos com linguagem atual, a narrativa, quase coloquial, tudo isso nos torna muito próximos das aventuras vividas pelos personagens e é exatamente aí que está a magia do livro, ele nos convence de que aquela história poderia ser real. Acabamos nos identificando com alguns personagens e com algumas experiências vividas por eles, assim como acontecia nas histórias antigas, contadas por nossos avós, que nos convenciam a ter medo do escuro, a ter medo ou fascinação pelo desconhecido. Camila Guerra consegue resgatar esse tipo de narrativa.

Quando a autora aborda a questão da paralisia do sono, foi impossível não me lembrar do personagem mítico dos povos indígenas do Brasil, o Jurupari, personagem que era responsável por pesadelos horríveis e que impedia a pessoa de se mover ou de gritar. Camila Guerra vai além dos mitos, pois sabe que hoje, para se convencer alguém de que algo é real, temos que recorrer à ciência; mas o resultado é o mesmo dos antigos contadores de história, pois faz nossa imaginação voar e acreditar no impossível.

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A protagonista da história é a jovem Sofia, uma estudante de psicologia que, por um movimento do destino, acaba se interessando por projeção astral. Contar mais que isso é estragar o prazer do leitor de descobrir as surpresas que a autora lhe reserva, mas vale ressaltar que esse não é um livro sobre projeção astral, é um livro sobre pessoas que acreditam no amor e que são capazes de se desprender daquilo a que chamamos “realidade” por causa dele.

Ao fim do livro, fiquei feliz em constatar que minha primeira impressão estava correta, amei a história e acredito que os outros livros da autora são tão envolventes quanto esse.  Se você é do tipo de leitor que busca histórias escritas com a alma, tenho certeza que irá gostar muito do trabalho da Camila Guerra.

RESENHA: A Canção de Mayrube.

12247694_678961322204510_57041846299912694_o“CERTAS LENDAS JAMAIS FORAM CONTADAS…”

SINOPSE:

No início das eras, cinco clãs vagam pelo mundo, unidos por uma profecia e enfrentando um mal antigo enquanto buscam pela terra onde erguerão seu novo lar.

Um épico gráfico, inspirado nas mitologias que formaram a América. Essa é A Canção de Mayrube, construída a parir das diversas culturas que alimentaram por séculos o imaginário ocidental com seus deuses dourados, cidades sobre as águas e florestas de sonhos e mistérios.

RESENHA

05Quando vi o projeto na internet, de uma HQ que utiliza a mitologia ancestral das Américas como base para o desenvolvimento da história, pensei “Eu preciso ler isso!!! *-*”; assim, fiquei aguardando o FIQ 2015 para conferir o lançamento de A Canção de Mayrube. E a espera valeu a pena.

Essa primeira HQ, A Canção de Mayrube – o início, é na verdade uma prévia da Graphic Novel desenvolvida por Hugo Canuto, e é sensacional. Assim como V. M. Gonçalves fez em sua obra A Canção de Quatrocantos, Hugo Canuto também utilizou os povos ancestrais das Américas para criar um universo novo, misturando culturas, mas trazendo, novamente, à vida muitos nomes e crenças do passado… do nosso passado.

Nessa primeira edição, o autor nos conta como surgiu a obra, fala um pouco sobre suas pesquisas – e a dificuldade de se encontrar referências sobre o tema –, sobre o processo criativo; e deixa clara a homenagem aos ancestrais que todos nós, que temos nossas raízes nas Américas, compartilhamos. A história apresentada nessa edição nos mostra os personagens principais e nos introduz na trama que envolve os Filhos do Sol.

Curiosamente, é mais fácil encontrar nas livrarias a Ilíada ou os Eddas nórdicos do que material sobre a mitologia Inca ou Yorubá.” — Hugo Canuto.

A arte é linda ( ♥ ) e o final nos deixa querendo mais…

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Agora é aguardar 2016 para conferir toda a história de A Canção de Mayrube – Os Filhos do Sol.

Sempre me perguntam quando surgiu A Canção de Mayrube. Toda ideia tem muitos começos, mas acredito que foi em 2007. Naquela ano, visitei a terra dos meus ancestrais maternos, no coração do sertão baiano, lugar antigo onde um povo guerreiro lutou para reaver seu território…” — Hugo Canuto.

MAIS INFORMAÇÕES NA PÁGINA A CANÇÃO DE MAYRUBE.

RESENHA – GAIAN

SINOPSE:

31341_2015-07-14-13-48-47-4847_3DGaian – o Reinício é uma fantasia épica e narrará os últimos acontecimentos da 7ª Era daquele mundo que revelaram o nascimento de uma guerra, a queda do grandioso Reino do Norte e o reaparecimento dos guerreiros sagrados, um grupo de combatentes destinado a combater o mal que trará, a cada povo de Gaian, desespero, dor, pavor e morte e deseja acima de tudo a destruição. Quais escolhas devem ser feitas? O que importará mais? A força ou a sabedoria? Quais serão os caminhos dos guerreiros sagrados diante dos desafios? Haverá ainda espaço nas almas para a esperança?

Seja bem-vindo(a) a Gaian – o Reinício. Um livro sobre perdas, poder, pureza, vingança, aprendizado, medo e sobretudo crescimento. Um livro onde o passado, o presente e o futuro se encontrarão para formar o destino.

RESENHA:

12243879_1083913271632436_1621869758_nA escuridão avança, e qual destino os homens escolherão? A força indomável do espírito, a eterna espera do medo ou a traição velada da ganância? Eu já fiz a minha escolha! Eu farei o meu destino! — Arffek.

O prólogo começa muito bem, com uma batalha de tirar o fôlego (aêeeeee… ação \o/), então começa o capítulo I, cheio da típica “enrolação” das obras de Fantasia (quem é fã ama, e quem não é…) e você pensa: “Que hora vai começar a história?”.

Tá! Depois do capítulo I vem o segundo, e você começa a desacreditar que as coisas vão mudar (putz! O prólogo foi tão bom, o que aconteceu com todos aqueles personagens fodões?); mas você insiste na leitura (o autor tem muitos textos legais, com certeza isso vai render…). Vem o capítulo III (Cadê a históooooria???), você se dá por vencido, mas o capítulo é pequeno, e (já cheguei até aqui, né!) você continua.

Então, eis que começa o capítulo IV, a trama começa a mudar de ares, mas não muito, e você pensa: “É… vou desistir.”; mas, de repente… surge o tal Arffek, um personagem misterioso, que te conquista imediatamente. Por causa do Arffek, você começa a ter esperança novamente e segue a história… Ainda bem! A partir daí a história REALMENTE começa, e você (enfim) está diante do Universo de Gaian. *-*

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Gaian, o primeiro livro de A Saga do Infinito, nos conta a história de uma grande guerra, que está prestes a acontecer após um longo período de paz. É uma aventura que envolve Guerreiros Sagrados, uma Espada Mágica, Paladinos, Reinos encantadores e… LOBISOMENS! Nessa obra, Claudio Almeida transporta o leitor para um lugar onde a Fantasia reina, um lugar em que nossa imaginação voa e acompanha essa aventura mágica.

12226871_1083913571632406_1092846510_nOs fãs de livros de Fantasia não terão nenhuma dificuldade em acompanhar essa história do início ao fim, mas para quem não tem muita afinidade com o gênero — como é o meu caso  — basta ter um pouquinho de paciência até o capítulo V, pois, daí em diante, muita ação e aventura os aguarda.

Claudio Almeida tem trabalhos em outros gêneros, como a Ficção Científica (❤), por isso me aventurei a ler Gaian, aventura que se mostrou árdua no início, mas se tornou bem prazerosa no desenrolar da história.

O livro também conta com belas ilustrações e muita informação extra ao final, incluindo um mapa e um guia de personagens — que apresenta até a pronúncia correta dos nomes.

Destaque para os personagens Arffek, a paladina Brisrar e o Elfo misterioso ( elfos ❤ ).

Embarque nessa empolgante aventura, em que Gaian é só o início…

“Essencialmente, somos nós que decidimos quem vamos nos tornar” — Gaian.

SOBRE O AUTOR:

11698760_732612286849568_3180067358515952493_oCláudio Manoel de Almeida nasceu em Brasília. Ele é apaixonado pela complexidade, pela simplicidade, pelas ideologias, pelas simbologias, pela vida, pelos sonhos, pela natureza, pelas ciências, pelas religiões, pelos mitos e por filmes e livros dos mais variados tipos. Esses motivos e algumas histórias, contadas por livros e pela 7ª Arte, levaram Cláudio a se tornar um escritor de fantasia épica e ficção científica (suas maiores paixões literárias). Gaian – O Reinício é fruto da admiração de Cláudio pela criatividade e imaginação, os mais potentes combustíveis do ser humano, pois os sonhos nos fazem. Os sonhos nos tornam humanos…

O livro pode ser adquirido no site da Livraria Atualidades do Direito ou no Facebook.